Devoradores de Estrelas: O Filme Que Vai Salvar o Seu Dia (e o Nosso Sol!)

 



Se você curtiu o clima de Perdido em Marte, prepara o coração e a calculadora, porque a adaptação de "Devoradores de Estrelas" (baseado no best-seller do aclamado autor Andy Weir) é simplesmente a aventura mais maluca, científica e emocionante do ano! Estrelado pelo sempre carismático Ryan Gosling e com direção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (sim, os mesmos gênios de Homem-Aranha no Aranhaverso), o filme mistura física pesada, risco de extinção global e a amizade mais improvável e fofa que você já viu no cinema.


Pode pegar seu traje espacial porque o resumo abaixo vem carregado de SPOILERS para destrinchar essa obra-prima!


1. Bom Dia, Universo! E... Quem Sou Eu Mesmo?


O filme já começa no nível máximo de desespero: o protagonista acorda de um coma profundo numa nave espacial e percebe três coisas nada animadoras:


Ele não faz ideia de onde está.

Ele não lembra o próprio nome.

Os outros dois tripulantes da nave estão mortos e ressecados. Uma ótima terça-feira, não?


Aos poucos, a memória dele vai voltando por meio de flashbacks brilhantemente costurados pela trama. Ele lembra que seu nome é Ryland Grace (Gosling, maravilhoso misturando pânico e sarcasmo). E a maior ironia de todas? Ryland não é um militar treinado ou um piloto experiente; ele é, na verdade, um professor de ciências do ensino fundamental! Antes disso, ele foi um biólogo molecular brilhante que abandonou a carreira após a comunidade científica zombar das suas teorias "diferentonas" sobre a vida fora da Terra.


2. O Apocalipse Microscópico: Os "Devoradores"


Mas por que a Terra mandaria um professor do ginásio para o espaço profundo? Acontece que a humanidade está à beira da extinção. O mundo está enfrentando uma Nova Era do Gelo, e a culpa não é nossa. O Sol está perdendo energia por causa de uma infecção alienígena: um organismo microscópico que se reproduz em escala colossal, absorvendo calor e luz, que Ryland batiza de Astrofago (ou "Devorador de Estrelas").


Liderado por Eva Stratt (interpretada por Sandra Hüller, que bota ordem na crise global com uma intensidade assustadora), o planeta junta todos os seus recursos na missão Project Hail Mary ("Ave Maria", que em inglês significa uma jogada desesperada de última hora). A missão é enviar uma nave para o sistema estelar Tau Ceti — a única estrela nas redondezas que, por algum motivo misterioso, é imune ao Astrofago. A pegadinha cruel? Não há tecnologia suficiente para o combustível de volta. É uma missão puramente suicida para encontrar a cura e mandar as respostas para casa usando pequenas sondas automáticas.


3. O Encontro do Milênio: Conheça Rocky, o Verdadeiro Herói


Chegando a Tau Ceti, Ryland descobre que a humanidade não é a única espécime no universo tentando resolver esse B.O. gigante. Ele encontra uma nave alienígena colossal pairando perto da estrela!


Ryland faz contato e conhece o único sobrevivente dessa outra nave: um ser do sistema estelar 40 Eridani. Imagine uma aranha gigante com uma carapaça que parece de pedra e cinco braços multitarefas. Ah, ele também respira amônia fervente, não tem olhos (enxerga por ecolocalização) e se comunica soltando acordes musicais!


Usando a boa e velha ciência, Ryland improvisa um programa no computador para traduzir as notas musicais e eles começam a conversar. Ryland batiza o alienígena de Rocky (porque ele parece uma pedra, sacou?). Descobrimos que o sol de Rocky também está sendo devorado pelo Astrofago e toda a tripulação dele também morreu no trajeto. É a união perfeita: dois nerds espaciais desesperados tentando salvar suas próprias espécies. A química de Ryland com esse alien em CGI é inexplicavelmente incrível. Rocky é um engenheiro brilhante, puro de coração e solta umas frases em inglês rudimentar pelo tradutor que vão garantir boas risadas ("Amaze! Amaze! Amaze!").


4. A Solução: A Taumeba (Ciência, sua linda!)


Ryland e Rocky se unem e começam a investigar o planeta próximo à estrela Tau Ceti. Eles descobrem que o local não foi infectado pelo Astrofago porque abriga um predador natural dele: um outro microrganismo, que eles batizam de Taumeba.


Depois de inúmeras quase mortes (e explosões que fariam qualquer cientista chorar), eles conseguem cultivar a Taumeba nos laboratórios e a tornam forte o suficiente para sobreviver no espaço. O plano é perfeito: Ryland enviará as sondas para a Terra carregadas de Taumebas, enquanto Rocky voltará com sua nave para o seu planeta, Erid, levando a cura para salvar seu povo. Eles se despedem em uma cena que faz até os mais durões escorrerem uma lágrima.


5. A Reviravolta que Faz o Queixo Cair


A cura foi enviada. A Terra vai sobreviver. Ryland se senta, preparado para morrer de fome e solidão no espaço. Fim de papo, certo? Errado!


Ryland descobre uma falha genética catastrófica: no processo de fortificar a Taumeba, ele acidentalmente fez com que ela passasse a consumir Xenonita — o material ultra-resistente de que a nave do Rocky é feita! Isso significa que, a essa altura, as Taumebas devem ter devorado o tanque de combustível (Astrofagos) do amigo e arruinado a nave dele. Rocky está à deriva no espaço, prestes a morrer, assim como todo o seu planeta.


Ryland se vê diante do maior dilema ético possível. A Terra já está a salvo, sua missão acabou. Mas e o parça? Ele não pensa duas vezes: Ryland redireciona sua própria nave moribunda em uma missão de resgate de alta velocidade atrás da nave do amigo. Ele encontra Rocky quase sem vida, conserta os motores e resolve o problema das Taumebas.


Só tem um detalhezinho: Ryland acaba de queimar os últimos recursos que tinha. Ele não vai conseguir voltar ou sobreviver mais algumas semanas.


6. O Final Mais Épico e Fofo da Ficção Científica


Rocky, sendo o melhor amigo de todos os tempos, não vai deixar o humano bater as botas. Ele leva Ryland consigo para o planeta Erid.


Avance alguns anos no tempo. Vemos Ryland Grace consideravelmente mais velho. Os alienígenas de Erid construíram para ele uma redoma climatizada especial, cheia de oxigênio, luz terrestre e até providenciaram uma comidinha geneticamente adaptada para o metabolismo humano (com gosto de gororoba de hospital, mas nutritiva).


Em uma cena emocionante, Rocky vem visitá-lo na redoma para trazer notícias de um telescópio: a luminosidade do nosso Sol voltou ao normal. As sondas chegaram, e a humanidade foi salva. Ryland chora de alívio. O sacrifício valeu a pena.


A cena final é daquelas para aplaudir de pé. Já adaptado à vida no planeta de pedra, Ryland ouve o sinal tocar. Ele se levanta e encara uma sala cheia de alunos: pequenas "aranhas de pedra" jovens. Ryland pega um giz, sorri e faz a pergunta para os alienígenas curiosos: "Muito bem, turminha, que velocidade a luz viaja?"


Ele voltou a ser professor. Só que agora, do universo inteiro.


 


Por que os leitores do blog devem assistir?


"Devoradores de Estrelas" é mais do que um filme apocalíptico sobre o fim do mundo. É uma aula majestosa e divertida de física e biologia, envelopada na história sobre como a colaboração — mesmo com seres absurdamente diferentes de nós — é a chave para a salvação. É engraçado, é tenso (aquela ansiedade espacial nível Gravidade!) e tem um dos melhores finais heroicos já feitos no cinema recente.


E aí, curtiu o resumão? Você teria a coragem do professor Grace de largar o caminho de casa para salvar um melhor amigo alienígena no meio do espaço? Conta pra gente nos comentários e aproveita pra dizer qual cena mais te deixou nervoso!